Vivendi deve definir futuro da TIM

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O aumento da participação do grupo de mídia Vivendi no conselho de administração da Telecom Italia, na terçafeira, em Milão, em assembleia em que mudou a correlação de forças na operadora italiana, já se reflete no mercado brasileiro. Na avaliação de executivos e analistas do setor, o novo conselho deve alterar a abordagem em relação aos negócios no Brasil. Há dúvidas se a Telecom Italia decidirá sair definitivamente do país, como fez com a GVT, vendida para a Telefónica. Ganhou força, porém, a tese de que o grupo, agora mais influente na operadora italiana, se posicionará a favor de uma eventual fusão entre TIM e Oi. As ações das operadoras de telecomunicações Oi e TIM fecharam o pregão de ontem na primeira e terceira maiores valorizações do Ibovespa, respectivamente. Os papéis ordinários da Oi subiram 5,11%, a R$ 2,26, enquanto os da TIM avançaram 4,59%, a R$ 7,06. "A venda da GVT foi feita com o mercado muito mais aquecido. Eles venderam muito bem. Nesse momento, a Vivendi deve buscar rentabilizar o ativo deles no Brasil e, para isso, a consolidação com a Oi pode ser muito mais favorável", diz uma fonte do setor, que considera o posicionamento de mercado da TIM, centrado na mobilidade, mas com pouca capacidade de rede, frágil tanto no cenário brasileiro quanto para a perspectiva da Vivendi, que tem interesse em ampliar sua participação na distribuição de conteúdo. O conselho de administração da Telecom Italia passou de 13 para 17 membros, para abrigar quatro representantes da Vivendi e ainda não está claro se vai propor mudanças no comando executivo da companhia. O Deutsche Bank avalia que o aumento da representatividade da Vivendi no conselho da Telecom Italia pode levar à venda da unidade brasileira TIM, ou pelo menos acelerar as negociações. "Entre as coisas que se pode esperar da Vivendi depois de entrar no conselho está a preparação da venda da TIM em 2016, para melhorar o balanço financeiro da Telecom Italia", afirma relatório do banco de investimento Raymond James. A corretora italiana MedioBanca acredita que a consolidação permanece necessária no Brasil e a deterioração econômica pode acelerar esse processo em 2016. A entrada da Vivendi no conselho administrativo da Telecom Italia pode servir como apoio para negócios em outros países ou para integração vertical, afirma a casa de análise. A Vivendi já sinalizou estar disposta a estudar a venda da TIM, para fortalecer seus resultados e a Telecom Italia concentrar foco no seu país. Já o presidente da operadora, Marco Patuano, defende a importância estratégica da TIM Brasil. A Oi deu mandato ao BTG Pactual em agosto de 2014 para viabilizar a consolidação das empesas. O fundo LetterOne, do bilionário russo Mikhail Fridman, ofereceu em outubro aporte de até US$ 4 bilhões na Oi, condicionado a uma fusão com a TIM. O acordo tem validade até maio. O fato de o BTG Pactual atuar como comissário levou à queda das ações e do preço dos títulos de dívida da Oi, mas também pode acelerar o fechamento de uma eventual transação. O BTG passa por dificuldades desde a prisão do ex­presidente André Esteves, em 25 de novembro, e só deve receber a maior parte da remuneração pela assessoria após o fechamento do negócio "Há uma real oportunidade de fusão e aquisição no mercado brasileiro de telecomunicações neste momento e a Oi é uma candidata natural a encontrar um parceiro, dada a alta alavancagem e a dependência de receitas de linha fixa. O que aconteceu no BTG provavelmente vai acelerar as coisas, ou outro comissário vai entrar nas discussões", diz Cedric Rimaud, diretor de pesquisa em mercados emergentes na Gimme Credit, serviço independente de pesquisa sobre títulos de dívida corporativos. Segundo a Oi, a crise no BTG não afeta a empresa. "A perda de confiança vem há muitos meses, devido à escândalos políticos no Brasil e pela deterioração econômica. Os problemas no BTG apenas se somam a isso, mas não impedirão um acordo incluindo a Oi", acrescenta Rimaud.
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