Samsung pode comprar marca de peças de alta performance da Fiat



 O compromisso da Samsung com a oferta vindoura de carros inteligentes estaria prestes a ser confirmado mais uma vez. Informações ainda não oficiais indicam que a empresa coreana estaria negociando a compra da Magneti Marelli, uma subsidiária da Fiat Chrysler especializada em peças, acessórios e componentes de alta performance. O negócio, estimado em cerca de US$ 3 bilhões, se finalizado, seria o maior já realizado pela Samsung fora de sua terra natal, a Coreia do Sul. Apesar de estar adquirindo toda a divisão, a fabricante estaria interessada, especificamente, nos sistemas de entretenimento e iluminação da Magneti Marelli, além das tecnologias relacionadas a computadores de bordo e coleta de telemetria dos veículos. Tudo, claro, convergindo para os esforços relacionados aos carros inteligentes da empresa. Ajuda muito também o fato de o vice-diretor da Samsung, Lee Jae Yong, ser também o responsável pela Exor SpA, uma das acionistas majoritárias da Fiat Chrysler. A presença do executivo deve não apenas ajudar a garantir que o negócio corra bem, como permitir um acerto de preço que seja favorável para as duas empresas. Além disso, é Lee o grande responsável pela transformação da Samsung em uma empresa de múltiplas tecnologias. Liderando um movimento de redução de custos e foco nos setores mais interessantes, ele vem trabalhando para tornar a companhia cada vez menos dependente das vendas de smartphones e televisores para seguir em frente, e diversificando sua atuação na medida em que trabalha lado a lado com o mercado. Desde dezembro, a Samsung tem um time de pesquisadores, desenvolvedores e especialistas trabalhando exclusivamente no setor de carros inteligentes, com projetos que vão desde sistemas de entretenimento e controle de bordo até direção autônoma. Baterias e softwares também estariam sendo estudados, bem como parcerias com montadoras para a efetiva fabricação dos carros que viriam com tais tecnologias embarcadas. Nem a Samsung nem a Fiat Chrysler se pronunciaram sobre a possibilidade. Entretanto, apenas os rumores já foram responsáveis por uma alta de mais de 8% nas ações da montadora na Bolsa italiana, e de mais de 9% nos Estados Unidos, a maior valorização registrada desde outubro de 2014.
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