Vitrocerâmica pode tornar Tela dos Celulares Mais Resistente

Material é capaz de absorver impactos e resistir à tiros.

Os smartphones e tablets apresentam atualmente telas que são bem resistentes. Mas e se esses displays pudessem ter um material ainda melhor? Essa pode ser uma característica da vitrocerâmica. O mesmo conta com uma densidade baixa e grande resistência. O material também poderia ser usado em veículos com vidros blindados, entre outros.

Esse apontamento foi feito numa pesquisa feita na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com o desenvolvimento de Leonardo Sant’Ana Gallo, que é doutor em ciência e engenharia de materiais.

A sua apresentação sobre o material vitrocerâmico foi premiado no International Symposium on Crystallization in Glasses and Liquids, para desenvolvedores que tenham menos de 40 anos. O evento aconteceu em Nagaoka, no Japão, e é um simpósio tradicional em termos de ciências internacionais no segmento de vidros.

Segundo Leonardo, em entrevista à Agência FAPESP, o material apresenta dureza, transparência e baixa densidade. Com isso, possui um potencial grande em sua aplicação. O desenvolvedor comentou que a vitrocerâmica poderia fazer com que as telas dos smartphones fossem mais finas, o que acarretaria numa redução de peso destes dispositivos. O produto também poderia ser utilizado para fazer janelas à prova de balas um tanto mais leves e com a mesma eficiência dos vidros blindados que encontramos na atualidade.

A pesquisa mostrou que, caso a vitrocerâmica fosse atingida por um projétil, a peça iria se romper, mas, nesse ato, seria absorvido a energia deste projétil e não atravessaria o material.

A vitrocerâmica conta com um processo de maneira parcial de cristalização, enquanto o vidro que é comum no mercado atual é um material amorfo, sendo que não há o processo das fases cristalinas. É nessa fase de cristalização, segundo Leonardo, que há a determinação das características especiais.

Com a pesquisa de doutorado de Leonardo, aconteceu uma solicitação de patente por meio da Agência de Inovação da UFSCar no ano de 2013. Agora, ela está sendo analisada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI.

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