O HTC Hero mostra seus super poderes


O HTC Hero mostra seus super poderes

Testamos o Android gringo mais badalado. Será ele mesmo um iPhone killer?



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Ele não pode voar, nem tem músculos de aço ou visão de raio laser, mas nós desconfiamos que o arsenal de recursos do HTC Hero deixa o cinturão do Batman no chinelo. Com todo o respeito ao homem-morcego e aos demais herois, a interface no capricho para redes sociais, aliada a um hardware parrudo, tela ultra sensível e câmera de 5 megapixels, tem lugar garantido na Liga da Justiça. Mas o smartphone tem duas criptonitas: ele não está à venda no Brasil (no Mercado Livre, custa 1.600 reais) e fica lento quando sua memória está cheia.

Esse aparelho é o irmão maior do Magic e pai da interface HTC Sense, que tem arrancado elogios dos tuiteiros de plantão. O visual dela é muito parecido com a que a fabricante taiwanesa costuma usar em seus smartphones com Windows Mobile. Mas, com Android, os widgets rodam de maneira bem mais intuitiva e divertida. Com dois cliques, uma janela com as últimas atualizações do Twitter já está disponível na área de trabalho.



A proeza do Sense é adicionar vários recursos interessantes ao celular sem torná-lo um Frankenstein. Dá para colocar nas telas principais um relógio personalizado, indicador de temperatura, visualizador de imagens e até a caixa de entrada do seu e-mail. O modelo também facilita a navegação pela internet, organizando seus favoritos numa caixa com ícones grandes. Já os aplicativos que estavam bem resolvidos pelo Android, como o YouTube, continuam com a mesma cara.



Hero

É tudo isso mesmo?

Quando foi lançado lá fora, o HTC Hero impressionou por causa dessa interface, que proporciona um nível de personalização inexistente no iPhone. Mas depois disso já surgiram concorrentes à sua altura nesse quesito: para quem gosta de redes sociais, temos o ótimo Motorola DEXT, já para quem deseja um hardware parrudo, o Samsung Galaxy está aí para isso. E o próprio Magic, aqui no Brasil também com o Sense, acertou a mão no design compacto.

Mas em duas coisas o Hero ainda é o melhor Android: tela e acabamento. Seu display capacitivo é quase tão sensível quanto o do iPhone. Deslizar o dedo pelo navegador e digitar textos pelo teclado virtual grandão são experiências bastante agradáveis, assim como ver seus e-mails fazendo movimentos verticais com o dedo para ir à próxima mensagem. Para ser mais divertido, falta apenas um aplicativo mais caprichado para música e vídeo, com a possibilidade de escolher o disco que vai tocar deslizando para frente ou para trás (embora a interface da HTC já dê um belo upgrade no Android padrão).



Tudo o que está em volta da tela de 3,2 polegadas, com resolução de 320 por 480 pixels, é uma carcaça com ótimo acabamento. Sem maldade, mas nem parece HTC, já que aparelhos como o G1 tinham problemas de fragilidade e tamanho exagerado. Aqui o plástico branco parece bastante rígido, e o desenho curvado oferece boa ergonomia. Ele só poderia ser um pouco menor, ou ter bordas arredondadas, para não incomodar no bolso da calça jeans.
Hero

Rápido, mas só quando vazio

Extremamente veloz quando não há muitos aplicativos instalados, o HTC Hero sofre da mesma deficiência dos aparelhos com Android e pouca memória interna: fica meio lento quando os megabytes vão apertando. Ele tem 512 MB de espaço para programas, além de um microSD com apenas 2 GB. Aqui esse problema de agilidade não é tão grave quanto no Magic e no DEXT, talvez por sua memória RAM de 288 MB. Mas ainda aguardamos um Android que não precise apelar para o cartão.

Os aplicativos mais voltados à produtividade são idênticos aos que já detalhamos no review do Magic: o smartphone suporta Microsoft Exchange e tem o QuickOffice para visualizar documentos. Também está presente um configurador de cenas. Você pode escolher papeis de parede diferentes e organizar os ícones de várias maneiras, criando visualizações distintas para os dias de trabalho e para o fim de semana, por exemplo.

Um item melhorado no Hero, em relação ao seu irmão menor, foi a câmera de 5 megapixels. Com foco automático e zoom digital, ela resolve bem nas situações com boa quantidade de luz, mas fica devendo o flash. A próxima evolução que nós aguardamos com ansiedade é o upgrade para o Android 2.0 (o modelo testado roda a versão 1.5), que trará também o novo Google Maps, com orientações de rota curva a curva. Aqui, ele é apenas um mapa com bússola.

Em nosso último teste, uma surpresa negativa. A bateria do smartphone durou 349 minutos durante chamadas de voz, ficando abaixo de todos os modelos com Android disponíveis no Brasil. Confira, no gráfico abaixo, o desempenho de seus concorrentes:

Duração da bateria (em minutos)
Barras maiores indicam melhor desempenho

Motorola DEXT
610

Samsung Galaxy
450

HTC Magic
378

HTC Hero
349

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