Celular não está ligado a câncer no cérebro

 



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Celular não está ligado a câncer no cérebro

O uso de aparelhos celulares não está ligado ao aumento de incidência de tumores malignos no cérebro.

Esta é a conclusão do maior estudo já realizado sobre telefones móveis e câncer cerebral divulgado hoje e que será publicado na quinta-feira no International Journal of Epidemiology.

O Interphone foi realizado em 13 países e coordenado pela Agência Internacional para Pesquisas sobre o Câncer (IARC). Ele analisou 2,708 casos de glioma (que ocorre no tecido cerebral) e 2,409 de meningioma (que ocorre na membrana que recobre o órgão)durante um período de 10 anos.

Entre outros, o estudo teve financiamento da Associação Internacional dos Fabricantes de Equipamentos de Telecomunicações (MMF), a associação GSM, a Comissão Européia.

A conclusão dos pesquisadores foi a de que, “em geral, nenhum aumento no risco de gliomas ou meningiomas foi observado com o uso de telefones móveis”.  Houve, no entanto, sugestões sobre um aumento do risco de glioma nos níveis mais altos de exposição - mas a existência de erros e problemas de resposta por parte dos pacientes pode impedir uma interpretação causal.

“Isso porque os casos de câncer que poderiam ser relacionados ao uso de celulares eram muito poucos – e havia ainda uma distorção de memória”, diz Aderbal Bonturi Pereira, diretor do MMF para a América Latina. Ele explica que esse tipo de pesquisa é muito delicada pois, uma vez que não é possível realizar testes de resistência em humanos, ela usa como fonte a resposta dos pacientes. “Por exemplo, imagina perguntar para alguém que tem câncer na cabeça se usa celular e de qual lado sempre usou? É uma pergunta que leva a uma resposta tendenciosa”, diz.

Os resultados do projeto INTERPHONE agora necessitam ser analisados por autoridades independentes da área de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros grupos de especialistas para avaliar a sua significância, se houver, para a saúde das pessoas.

No entanto, Pereira lembra que em estudos anteriores a própria OMS já chegou á conclusão de que o uso de celulares não representa nenhum risco - desde que observados os limites. “Para estabelecer esse limite foi levado em consideração uma margem de segurança de 50 vezes. O limite não pode exceder 2 watts por quilograma, para celulares”, diz.

“As pessoas podem ficar traquilas porque existem normas seguidas e uma base científica muito ampla – que inclusive alguns produtos nem tem. Já existem mais pesquisas feitas com celulares do que com detergentes, por exemplo. Só que, quando o se trata de radiofreqüência, a opinião pública é grande”.

 

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