Smartphones: BlackBerry perde mais terreno para Android e iPhone

Por PC World/EUA

Pesquisa com 200 empresas dos EUA e do Reino Unido revela que 75% delas já estão escolhendo outros aparelhos que não o da RIM.

Numa tendência contínua, mais empresas estão transferindo sua lealdade ao BlackBerry para marcas como iPhone e Android à medida que essas tecnologias promovem incursões no mundo corporativo.

Numa pesquisa elaborada pela Sanford C. Bernstein Ltd. e divulgada pela Bloomberg, 75% de 200 empresas entrevistadas nos Estados Unidos e no Reino Unido afirmaram que seus empregados estão escolhendo outros smartphones que não o BlackBerry. Tomados apenas os resultados dos EUA, esse índice aumenta para 83%.

A maior queda foi registrada entre banqueiros, advogados e funcionários do governo -  tidos como a clientela mais leal ao BlackBerry. Todos eles têm abandonado seus celulares para aderir a outras marcas oferecidas pelo mercado.

Diversos estudos em smartphones têm previsto esta tendência, incluindo um da Nielsen, para a qual o número de novos assinantes de BlackBerry caiu e mais da metade dos usuários de BlackBerry planejam migrar para um smartphone iPhone ou Android.

No mês passado, um estudo do NPD Group também informou que, no segundo trimestre de 2010, os celulares com Android já abocanhavam 33% do mercado e os aprelhos da Research In Motion caíram para 28%. O iPhone, da Apple, tinha 22% do mercado de smartphones.

Para fãs leais
Um de seus produtos mais recentes, o BlackBerry Torch 9800, veio com os recursos adequados mas não em nível suficiente para competir com os novos aparelhos Android e com o novo iPhone. Com um navegador antiquado, uma tela pequena e de baixa resolução e um teclado nada prático, o celular pode seduzir apenas os usuários mais leais do BlackBerry e os que já são clientes da marca.

Alguns têm chamado os novos smartphones da RIM de prêmios de consolação para executivos que gostariam de ter um iPhone. Outros têm comparado a RIM à IBM porque ambas lideraram seus mercados por vários anos, mas parecem ter parado de inovar ou de se reinventar.

O mundo corporativo tem deixado seu recado de forma alta e clara. Eles querem mais da RIM e, se ela espera ser relevante para eles, terá de se adequar às exigências. Os próximos anos dirão se a RIM será capaz de competir e inovar nesse tão competitivo cenário móvel.


(Barbara Hernandez)

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