Windows Phone 7

por Felipe Maia

 
Quase chegamos a acreditar que a história do novo sistema operacional móvel da Microsoft era história para boi dormir, lenda ou folclore. Eis que um dia ele finalmente chegou ao mundo e não tardou muito para aterrissar por aqui no INFOlab. Já passeamos pelo Windows Phone 7 em dois aparelhos e foi bem isso mesmo: um passeio.
A plataforma segue o conceito de "metro", segundo Celso Winik, gerente da área de mobilidade da Microsoft. A inspiração dos designers e engenheiros da Microsoft veio do uso do celular exatamente como ele foi pensado, ou seja, um aparelho usado em movimento. As placas das ruas, os sinais com poucos elementos gráficos e as frases curtas se refletem no ambiente minimalista e clean do Windows Phone 7. São botões delimitados, ícones grandes e bem definidos, tipografia grande etc.
Isso não muda de aparelho para aparelho. A Microsoft também trabalhou com o conceito de "chassis", segundo Winik. Nada mais que um pré-requisito de hardware para todos os smartphones que queiram ter o WP 7 embarcado. O mínimo para os gadgets é processador de 1 GHz, tela capacitiva de 4 polegadas, GPS, Wi-Fi e três botões dedicados frontais. É o caso dos dois smartphones que testamos aqui, o HTC Surround e o LG E-900.
O conjunto "metro" e "chassi" resultou numa fluidez como nunca se imaginaria vendo o nada saudoso Windows Mobile. São duas áreas de trabalho que servem de raiz para tudo que o sistema oferece. A interface é homogênea com seus tiles — os botões do WP 7 — e a visão panorâmica, que simula uma tela wide mesmo no sentido vertical.
A disposição do layout permitiu que se agrupasse um maior número de informações por seção de forma mais natural. A parte de contatos, por exemplo, agrega atualizações do Facebook e dados de cada nome na agenda. O minimalismo fica chato quando se descobre que não há outras redes sociais integradas. Winik afirmou que estuda-se colocar o Orkut embutido. Twitter também seria uma ótima pedida, em vez do malfadado Windows Live.
O Office e o Zune, obviamente, estão embutidos no aparelho. A suíte de escritório parece ter finalmente encontrado seu lugar ao sol no terreno da mobilidade. Simples e funcional, é possível editar e criar documentos do Word, do Excel e do PowerPoint direto do smartphone. No caso do Zune, que já seguia o layout do WP 7, vídeos e música rodam como no software para PC.
O Flash também não foi deixado de lado. O navegador é o Internet Explorer numa versão bem reduzida e com suporte à plataforma de animações da Adobe. O Silverlight, é claro, está igualmente no sistema. Os aplicativos desenvolvidos para o WP 7 deverão ser feitos neste software ou com o .NET, segundo Winik.
A política de aplicativos do Market Place da Microsoft se propõe a ser um meio termo entre a App Store e a Android Market. Ao mesmo tempo que todos os aplicativos devem passar pelo crivo da Microsoft e só podem ser baixados por ela, sua produção não passa por uma licença como a da Apple. Por enquanto, infelizmente, o Market Place ainda não está disponível no país. Outra integração que ainda não veio é com a XBox Live. Por ela será possível configurar todo o seu avatar do game, por exemplo, pelo celular.
Quem também ainda não chegou no Brasil é o próprio Windows Phone 7, afinal. Segundo Winik, o aparelho estará nos mercados daqui no ano que vem, em português e com os aplicativos integrados. "E mais barato que o iPhone", diz ele. Por enquanto, é torcer para isso se confirmar. O teste completo do primeiro smartphone com WP 7 a passar pelo INFOlab você acompanha na próxima INFO, de dezembro.
Fotos: Yuri Gonzaga

 

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