Samsung Galaxy S II

Samsung Galaxy S II

autor: risastoider

O Mobile World Congress 2011 foi palco para o lançamento do Samsung Galaxy S II, sucessor do smartphone que foi considerado um dos principais concorrentes do iPhone e que vendeu 16 milhões de unidades no mundo todo. Na ocasião, nossa equipe fez um hands-on do aparelho, que impressionou com sua vibrante tela Super AMOLED Plus de 4.3 polegadas e 480x800 pixels de resolução, além da espessura: apenas 8.5mm, mais fino que o iPhone 4 e seus 9.3mm



Cerca de cinco meses após aparecer para o mundo, o smartphone chega ao Brasil. O preço é considerado salgado, e superior até mesmo ao do seu maior concorrente: R$1.999. O produto não traz um dos atrativos do seu antecessor, exclusivo do mercado brasileiro: o receptor de TV. Mas isso trouxe uma vantagem, que é a viabilidade de lançar o Galaxy S II por aqui paralelamente a outros mercados mundiais.

Mas as novidades prometem: um processador dual-core de 1.2GHz (clock superior ao do Motorola Atrix, que tem 1GHz), câmera traseira de 8 megapixels e frontal de 2 megapixels e os novos "hubs" de entretenimento criados pela Samsung para agregar conteúdos em comum e facilitar o acesso. Tudo isso incluído em um aparelho compacto e magrinho, com nada mais que 116 gramas.



O otimismo para o mercado brasileiro é grande. Se, por aqui, o lançamento repetir o sucesso na Coreia do Sul, onde o smartphone vendeu um milhão de unidades apenas no primeiro mês, os números serão animadores para a Samsung. Mas será que o aparelho vai agradar aos usuários? Confira nas próximas páginas as nossas impressões.

Vídeo-review, especificações e conteúdo da embalagem


Especificações
Tamanho: 125,3 x 66,1 x 8,5 mm
Peso: 116 g
Tipo de bateria: Li-ion 1650 mAh
Frequências GSM: 850 / 900 / 1800 / 1900 
GPRS: Sim
3G: Sim
HDSPA: Sim
Processador: ARM Cortex-A9 dual-core de 1.2GHz
Cores disponíveis: Preto
Tamanho do display: 4.3 polegadas
Resolução: 480 x 800 pixels
Resolução da câmera: 8 megapixels
Resolução da câmera frontal: 2 megapixels
Flash: Sim (LED)
Gravação de vídeo: Sim (1080p @30fps)
Formatos de áudio: MP3/WAV/WMA/eAAC+/AC3/FLAC
Formatos de vídeo: MP4/DivX/XviD/WMV/H.264/H.263
Rádio FM: Sim
Entrada de fone de ouvido: 3.5mm
Memória interna: 16GB
Expansão de memória: Sim (até 32GB)
Infravermelho: Não
Bluetooth: Sim
Wi-Fi: Sim
USB: Sim
HDMI: Não
GPS: Sim
Sistema operacional: Android 2.3 (Gingerbread)



Conteúdo da embalagem:
1 smartphone Samsung Galaxy S II
Fones de ouvido intra-auriculares
Cabo USB
Carregador
Manual de usuário

Design e tela

Visualmente, o Galaxy S II é o smartphone mais impressionante que já recebemos aqui na redação. Se o Xperia X10 surpreendia com a grande tela de 4 polegadas e o design bem acabado baseado no conceito de curvatura humana, além da leveza (135g), o smartphone da Samsung vem praticamente imbatível. São 4.3 polegadas de uma vibrante tela Super AMOLED Plus e dimensões bem avantajadas, que fazem com que o portátil seja quase um tablet. Pensa que ele é pesado por causa disso? Que nada... são só 116g em 8,5mm de espessura. Parece mesmo um brinquedinho.


Infelizmente, o aparelho não tem a curvatura da linha Xperia: na traseira, ele é totalmente reto e, por ser fino demais, acaba "sobrando mão" pra pouco smartphone. Não é ruim, na verdade, mas dependendo do jeito que você segura, dá a impressão que falta alguma coisa. Mas o Galaxy S II é tão leve e fino que dá medo de derrubar.

Pelo menos, a parte de trás tem uma tampa levemente áspera. Se o bichinho fosse liso, o perigo seria muito maior. O problema é que essa traseira é dificílima de remover para trocar a bateria ou inserir o chip SIM e o cartão SD, especialmente na primeira vez. É preciso muita destreza e paciência, e o medo de quebrar é grande. No processo, a tampa pode se flexionar levemente, o que aumenta ainda mais a tensão.



Na hora de recolocar no lugar, o drama continua: é um tormento encaixá-la nas entradas certas. Às vezes, sobra na parte de cima ou na parte de baixo, e não há como posicionar a tampa corretamente, a não ser retirando novamente e encaixando outra vez com mais calma e precisão. A tampa ainda tem umas travinhas muito finas, que dão a impressão de que podem quebrar a qualquer momento.



É na traseira que fica a câmera de 8 megapixels, elegantemente posicionada no centro, em conjunto com o flash, dentro de um retângulo prateado que lembra o botão principal da parte dianteira. O resultado é bonito e diferente das lentes que parecem "soltas", posicionadas sem nenhuma delimitação. O visual "clean" se completa apenas com a inscrição "Samsung" na parte inferior.



A parte frontal segue a tendência minimalista e, na contramão dos demais Androids do mercado, traz apenas um botão. Alguém aí se lembrou do iPhone? Pois é, é como se fosse o botão "Home". O interessante é que as teclas físicas tradicionais da plataforma, na verdade, não foram abandonadas: basta pressionar o liga/desliga na lateral para que eles apareçam iluminados magicamente. Ótima ideia, tornando o design mais limpo e evitando toques acidentais.



Acima do logo da Samsung fica a câmera frontal e, ainda mais adiante, está o encaixe para fones de ouvido de 3.5mm. Descendo pelas laterais, a esquerda abriga os botões de volume, enquanto a direita traz o botão liga/desliga – que, em outros smartphones, costuma ficar também na parte superior. O posicionamento pode parecer estranho e confundir um pouco no começo, mas logo mostra-se uma alternativa interessante, já que não é nem um pouco difícil de alcançar com os dedos em um posicionamento natural da mão, especialmente o polegar. Por fim, na parte inferior, está a saída micro-USB que, através de um adaptador, também faz as vezes de conexão HDMI.



O smartphone impressiona pela extrema leveza e finura, apesar das dimensões avantajadas. Dá para colocá-lo no bolso e esquecer que está lá. É tão fino e portátil que faz com que um aparelho como o Milestone 2 pareça um monólito com origem no Paleozóico.



A tela é outro grande atrativo, com 4.3 polegadas e tecnologia Super AMOLED Plus. É uma evolução da Super AMOLED do primeiro Galaxy S, que elimina uma camada de vidro e de ar, e também o número de superfícies refletoras, integrando os sensores de toque no próprio painel de vidro. Assim, o aparelho gasta menos energia e entrega imagens com mais cor e nitidez.  Já a Super AMOLED Plus tem todos os subpixels do mesmo tamanho, eliminando a sensação de excesso de uma só cor na tela, como o verde, por exemplo.


Entenda como funciona a tecnologia Super AMOLED Plus


O resultado é uma qualidade de imagem superior a qualquer produto da categoria que já testamos por aqui. Não só as cores vivas e sem predomínio de uma ou outra cor, como também uma nitidez excelente, mesmo em imagens muito pequenas. Esqueça borrões, fotos desfocadas ou aquele "blur" em vídeos. O display do Galaxy S II é um atrativo enorme ao seu favor. E ainda conta com a proteção do Gorilla Glass.



E, melhor ainda, a resposta da tela é tão boa quanto a do Galaxy Tab, que também analisamos aqui. É um bocado superior à de outros Android, que "escorregam" e nem sempre interpretam os comandos imediatamente. Esse ponto ajuda e muito a tornar excelente a experiência de uso do Galaxy S II.

Interface

O trabalho que a Samsung fez sobre o Gingerbread ficou fantástico. Comparações são inevitáveis e, levando em consideração a guerra judicial travada entre a coreana e a Apple devido a "cópias", podemos dizer que a interface do Galaxy S II é uma espécie de Android "iPhoneado".

A disposição dos ícones no meu de aplicações, a rolagem horizontal da tela com marcação em formato de bolinhas na parte inferior e algumas animações e transições de tela lembram um bocado a plataforma da Apple. Assim, é claro, como o icônico botão "Home", o único visível na parte frontal do aparelho. O que, na verdade, considero uma vantagem. Usando um jargão já manjado, é "o melhor dos dois mundos". O Galaxy S II une a excelente experiência de uso do iOS com a ampla liberdade e abertura do Android, tornando-se uma solução admirável para quem curte as duas plataformas. Não se trata de uma mera cópia Xing ling. Percebe-se uma clara inspiração da Samsung, que aprimorou o Android de maneira muito positiva.


A tela de desbloqueio é muito legal. Não é mais preciso arrastar uma barrinha para ir até o menu principal. Agora, você simplesmente arrasta toda a tela, como se um papel cobrisse a homescreen. E você pode movê-la em qualquer direção, o que facilita o trabalho, já que não há mais a obrigação de seguir o caminho indicado por uma seta.

Ao fazer isso, o smartphone exibe as suas sete telas principais. A home, padrão, diferentemente de outros modelos, é a tela número um e não a que está no meio (que, no caso, seria a quarta). Isso também lembra a interface do iOS, mas considero um ponto negativo, já que retornar para a Home exige que se arraste mais telas. Claro que sempre dá pra simplesmente pressionar o botão físico para retornar automaticamente, mas acho mais fácil e rápido encontrar as coisas nas outras telas quando a home padrão fica exatamente no meio.



Há uma vasta seleção de widgets para adicionar. Um dos mais legais é o "amigos agora", que cria pequenos thumbnails com as fotos dos amigos que você escolher e funciona como um atalho rápido para entrar em contato com eles de diversas formas. Basta tocar em uma foto e escolher entre enviar um SMS, um e-mail fazer uma chamada telefônica ou apenas dar uma olhada em todas as informações na agenda, incluindo as últimas atualizações em redes como Facebook e Twitter.

Outras opções incluem a agenda de compromissos, tarefas diárias, chamadas não recebidas, painel de e-mails e, é claro, o widget de clima e temperatura. Por falar nele, aliás, existe inclusive um papel de parede animado com uma paisagem que varia de acordo com as condições do clima. A animação é fluida e a nitidez é impressionantes, graças à tela Super AMOLED Plus do aparelho.



Um detalhe interessante que fazia falta em outros aparelhos é a possibilidade de mover widgets automaticamente quando não há espaço na tela ativa. Ao pedir que o sistema inclua um novo widget, ele automaticamente rola a tela até chegar na mais próxima com espaço disponível. Se você quiser mesmo que o widget fique lá, basta tocar nele para confirmar. Caso contrário, basta selecionar outra tela manualmente ou cancelar a ação. Outro recurso muito bem acertado é a barra de notificações, que ganhou os ícones de controle de energia, como ligar/desligar Wi-Fi e Bluetooth, além da regulagem do brilho da tela.



Nas configurações do Galaxy S II, o usuário pode ainda mudar a fontes utilizada pelo sistema, entre três opções básicas. Outras alternativas podem ser obtidas por download, ajudando ainda mais a customizar o aparelho. Só faltaram mais opções de papel de parede: a galeria padrão do aparelho só tem cinco imagens, fora os seis animados.


Hubs

Uma das novidades do Galaxy S II são os "hubs", ou seja, aplicativos que concentram determinados conteúdos em uma única interface. São três: o Social Hub, Game Hub e Readers Hub.

O Social Hub é, basicamente, o MotoBLUR que não enche o saco ou um agregador de redes sociais sem a roupagem sofisticada do Timescape. Ele é um aplicativo que não enche a tela de widgets nem come desempenho do celular, mas facilita o acesso às últimas atualizações de redes sociais. Não só isso, como também e-mails novos e mensagens. Você adiciona apenas os feeds que quer acompanhar, como por exemplo Facebook, Twitter, Microsoft Live Messenger e Gmail, configura-os separadamente e o Social Hub se encarrega de mostrar as últimas novidades em uma interface simples e fácil de usar.


Dá para visualizar todos os feeds em conjunto, ou apenas de um serviço específico. Há ainda uma aba separada para as mensagens que forem enviadas diretamente a você, o que inclui os SMSs, as mensagens privadas do Facebook, DMs do Twitter e conversas do Messenger. O recurso dispensa a instalação de apps adicionais baixados através do Market e aglomera muito bem os serviços que o usuário desejar. Um ótimo app para quem acompanha certas redes mas não quer, necessariamente, ser bombardeado com atualizações de status o tempo inteiro na homescreen.

O Game Hub é uma central de jogos, que necessitam de um rápido cadastro para serem baixados e jogados. Há uma variedade satisfatória de games, uns mais sociais que os outros. Um deles, por exemplo, é o "Touch Hockey", simulador de hóquei de mesa, que conta com três dificuldades diferentes e um modo para dois jogadores. Outra opção é o "We City", um gerenciador de cidades no estilo "Sim City" e similar aos jogos sociais do Facebook e do Orkut, que permite interagir com os amigos.



Há um acervo legal de games sociais gratuitos e uma aba de jogos "Premium", que disponibiliza algumas demos de jogos HD, como Dungeon Hunter, Avatar, Spider-Man e Assassin's Creed. É uma ótima jogada para conhecer facilmente um game antes de comprá-lo.

O Readers Hub, por sua vez, é um agregador de informação. O visual da tela de início é bonito e representa uma estante de madeira com livros, revistas e jornais, o que já entrega o propósito da aplicação. É uma maneira fácil de gerenciar assinaturas de jornais e revistas online, possibilitando exibir as atualizações mais recentes em um único painel, bem como adicionar novas assinaturas, por exemplo. É possível escolher publicações de diversos países, inclusive o Brasil, e várias delas estão disponíveis gratuitamente por um período de testes.



Ao baixar uma edição, você navega por ela como em um PDF: dá para folhear as páginas e aumentar ou diminuir o Zoom. Outra opção interessante é o índice de conteúdos, que mostra cada editoria em texto simples. Clicar em uma delas é um método rápido de ir direto ao que se deseja ler, sem precisar passar manualmente por todas as páginas. É uma pena, somente, que o app não integre um agregador de Feeds para ler notícias publicadas de graça em sites de notícias.



O mesmo princípio vale para as revistas, fornecidas pela Zinio. Depois de criar o cadastro, você já pode começar a comprar suas publicações que, felizmente, estão divididas em categorias. São muitas, aliás, o que ajuda a encontrar material bastante específico e direcionado. Mais uma vez, há revistas de vários países, mas, ao contrário dos jornais, é difícil encontrar material em português, bem como conteúdo de demonstração.



Da mesma forma, funcionam os eBooks, fornecidos pela Kobo. Através do Readers Hub, você pode criar uma conta, adquirir novos livros e gerenciar sua coleção. É uma pena que não exista a possibilidade de agregar lojas brasileiras ao Readers Hub, como a da Saraiva. Isso limita um pouco o uso da aplicação, especialmente para quem não está muito familiarizado com o Inglês. A solução é usar o aplicativo da Livraria Cultura, que também vem pré-instalado no aparelho, mas, infelizmente, não está agregado ao Hub.

Câmeras e multimídia

O Galaxy S II traz duas câmeras poderosas: a frontal, com 2 megapixels e a traseira com 8. A webcam produz resultados bem melhores que a do Atrix, que é VGA. A imagem é bem mais nítida, embora as cores também apareçam um pouco "mortas". No entanto, dá até para tirar algumas fotos de si mesmo com ela, já que o resultado final tem uma qualidade decente.


A boa notícia é que o Android Gingerbread introduziu a possibilidade de realizar chamadas em vídeo nativamente, coisa que o Froyo do Atrix não fazia sem apps de terceiros. Agora sim faz muito mais sentido ter uma câmera frontal. A coisa funciona de modo semelhante ao do Galaxy Tab: quando você seleciona um contato para realizar uma chamada, pode optar diretamente pela videoconferência.

A câmera traseira também não faz feio. Além das cores vivas e fiéis à realidade, as fotos saem com uma ótima nitidez, visível até mesmo no próprio display do celular. Pequenos detalhes ficam bem evidentes, como textura de tecidos e imperfeições da pele. E você nem vai precisar passar as fotos para o PC para notar isso.



O contraste é ótimo e o ruído é mínimo. Pode-se dizer seguramente que a câmera do Galaxy S II substitui bem uma câmera comum para quem quer tirar fotos corriqueiras. A única coisa que falta é um bom flash, como em toda câmera de celular. Apesar de ser bem forte, ainda fica longe de um bom flash xenon.


Sem flash / com flash


Somado a isso, há várias opções de efeitos e recursos interessantes, como o detector de piscadas, que funcionou de maneira bem precisa nos nossos testes. Mesmo se a foto for capturada na metade da piscada, sendo que os olhos não ficam totalmente fechados, o smartphone avisa, mostra a foto e te dá a opção de descartá-la rapidamente.

Outra vantagem do Galaxy S II é a capacidade de gravar vídeos em FullHD (1080p). Aqui, a fluidez e as cores deixam a desejar, embora o resultado seja decente. Os vídeos, porém, não se comparam às fotos: as cores saem um bocado lavadas e é perceptível a granulação. Felizmente, há algumas opções de configuração para tentar melhorar a imagem, bem como efeitos como perto e branco e sépia, mas nada faz milagres.



Algo que decepcionou um pouco foi o aplicativo musical. Não há nenhuma novidade em relação ao Android 2.2 (Froyo). A navegação continua sendo, essencialmente, por listas, sem nenhum aprimoramento visual. Seria legal se o Google implementasse algo no estilo do Honeycomb, com a interface navegável pelas capas dos discos, mas, no final das contas, o Gingerbread continua no feijão-com-arroz.

Não há muito o que falar aqui, exceto que o player musical cumpre o seu papel. Mas há alternativas mais interessantes no Market, já que, aparentemente, a companhia deixou um pouco de lado essa funcionalidade. Pelo menos o Galaxy S II conta com rádio FM, que quebra um bom galho quando você enjoa da sua biblioteca de músicas.



O mesmo ocorre com o app de vídeos. Mas aqui, há uma grande vantagem: a habilidade para rodar arquivos em FullHD sem dificuldades, algo que o Atrix não fez com competência. Nos nossos testes com o Galaxy S II, qualquer arquivo em .mp4 em alta definição rodou sem necessidade de conversão e nem engasgos, em uma experiência completamente fluída e agradável. Isso complementado com o excelente display do aparelho, que exibe os mínimos detalhes de cada vídeo.



O que faltou foi incluir o adaptador HDMI no pacote. Isso porque o smartphone usa a tecnologia MHL, que utiliza um conector de vídeo totalmente compatível com a micro-USB. Isso permite a fabricação de dispositivos menores e mais finos, mas exige a utilização de um adaptador para a saída HDMI comum. Infelizmente, não pudemos, então, ligar o Galaxy S II à nossa TV.

Funcionalidades e desempenho

O Galaxy S II vem com um bocado de ferramentas legais, além das que já foram citadas aqui na review. Uma das mais interessantes é que, assim como o Xoom, baseado em Honeycomb, o aparelho também tem um editor de vídeos bem prático.

É possível fazer alterações rápidas nos vídeos gravados pelo celular, como cortes, montagens, mudar a posição das cenas e incluir trilhas de fundo e efeitos de transição. Ainda há a opção de aplicar temas às imagens, mas deixo um conselho: não faça isso. O resultado é bem brega.


Mas não se engane. Deixando de lado esses efeitos, dá pra produzir um material bacaninha. Mas lembre-se: o app tem um limite de resolução com o qual ele consegue trabalhar, que é de 1280x780. Logo, você não conseguirá editar seus vídeos FullHD nele.

Há também um editor de fotos, com poucos recursos, mas funcionais. Um dos destaques é a possibilidade de fazer seleções com máscaras, assim como no Photoshop. A partir daí, e possível aplicar diversos efeitos, como o desfoque em determinada área ou a ilusão de movimento. Além disso, há os tradicionais ajustes de brilho, saturação e cor.



Agora, um recurso realmente matador do Galaxy S II é o Samsung Kies. Ele faz com que o telefone se comunique com o computador via Wi-Fi sem precisar de nenhum software adicional. Basta acessar o app do Kies no smartphone e copiar o endereço que ele exibe na tela. Ele deve ser introduzido no navegador para exibir tudo o que existe dentro do celular: desde arquivos como fotos, vídeos e músicas, até mensagens e informações de contatos.

A alternativa é excelente para dar adeus aos fios na hora de transferir arquivos. Nos nossos testes, conseguimos passar para o PC, inclusive, um vídeo curto gravado em FullHD. A interface exibida no browser é intuitiva e funcional e tudo funciona numa boa, sem dificuldade alguma para gerenciar dados entre a máquina e o aparelhinho.



A suíte Office que vem incluída é o Polaris Office e é uma ótima surpresa, pois permite não só visualizar documentos, planilhas e slides como também criá-los. Apresentações de PowerPoint podem ser criadas rapidamente nesse app, inclusive com a vantagem de se poder adicionar fotos armazenadas no cartão microSD ou capturadas na hora com o aparelho. Faltam apenas opções de layout para deixar o visual dos slides mais incrementado, mas a solução até que é bem completa para um app móvel.



Os apps de planilha e documentos de texto também são interessantes e oferecem opções de formatação, como itálico e negrito, e cores diferentes de fontes. O melhor é que dá pra salvar tanto no formato do Office 2007 quanto em arquivos compatíveis com as versões anteriores.



O Galaxy S II vem recheado de recursos e ainda por cima é o smartphone mais rápido que testamos por aqui. A experiência é tão fluida que dificilmente você vai se sentir frustrado ou incomodado com atrasos e lentidão nas respostas. Os aplicativos abrem e fecham rapidamente, e alternar entre eles não requer muita paciência.

A navegação web é tranquila. O navegador nativo é compatível com Flash o que, às vezes, ocasiona alguns pequenos "lags" e travadinhas. Nada que comprometa a experiência, já que o robusto hardware do aparelho dá conta das tarefas que precisa processar. O famigerado pinch-to-zoom pode ser utilizado tanto em páginas web quanto em fotografias, mas aqui há uma possibilidade ainda mais legal e prática: basta encostar os dois polegares nos cantos da tela e movimentar o celular pra frente e pra trás, o que diminui e aumenta o zoom, respectivamente. Isso é feito rapidamente e em tempo real e, inclusive, permite uma precisão imensa – mesmo quando você quer aumentar só um pouquinho a área de visão.



A autonomia é que não ajuda muito, como em qualquer smartphone desse tipo. Com uso médio, com 3G desligado, Wi-Fi ativado apenas eventualmente, algumas chamadas e SMS, no máximo 20 minutos de jogatina e dez de vídeo, não durou mais que um dia e meio. Nesse aspecto, o Atrix se sai melhor, com sua bateria de 1930mAh. Outro aspecto que pesa negativamente para o lado do Galaxy S II é o GPS, que não é tão preciso quanto as soluções da concorrência.

Por fim, outra grande burrada da Samsung, que ela já tinha feito no primeiro Galaxy S: cadê o led indicador de alertas? Se você recebe uma mensagem ou e-mail e não ouviu o toque, provavelmente vai demorar um bocado até descobrir a novidade: só quando for ligar o display de novo. Isso faz muita falta e é uma característica básica de qualquer smartphone. Até alguns "dumphones" têm a famigerada luzinha!

Conclusão

Galaxy S II é, sem dúvida, um excelente smartphone. Cumpre com suas promessas e entrega um desempenho condizente com as especificações de hardware. O design é clean e funcional, mas sua tela grande pode não agradar quem deseja um celular mais compacto, embora o aparelho da Samsung seja extremamente leve e fino.

A tampa traseira, porém, parece frágil e, em alguns momentos, oferece certa dificuldade no processo de retirada. Apesar dessa suposta fraqueza, pelo menos o display é fabricado com a tecnologia Gorilla Glass, o que proporciona uma ótima dose de proteção. Além disso, a tela tem boa aderência e é fácil de limpar.

Um erro imperdoável é o de abrir mão do LED indicador de atividade. Sem ele, surpresas podem acontecer com o display desligado (o que sempre ocorre, naturalmente, para economia de energia): perceber só muito tempo depois novas mensagens ou chamadas não atendidas e até mesmo ficar sem saber o status da bateria.

Felizmente, o desempenho do smartphone é excelente em jogos e em arquivos multimídia. A tela Super AMOLED Plus é um atrativo e tanto, exibindo imagens com nitidez, cores e contraste impressionantes. Não há entraves para reproduzir filmes em alta definição e existe, ainda, a possibilidade de ligar o aparelho em uma TV, através do próprio conector micro-USB. É uma pena que o adaptador exigido para isso não venha incluído na caixa.

Recém-lançado no Brasil, o Galaxy S II tem um precinho nada amigável: R$1.999. Embora seja tentador abrir os bolsos para investir em um aparelho poderoso como esse, surgem dúvidas ao passo que já existem informações sobre o desenvolvimento de um novo modelo da linha, equipado com Tegra 2. Isso pode tornar o Galaxy S II "obsoleto" muito em breve, embora duvidamos que ele deixará de ser um ótimo dispositivo tão rapidamente.

Prós
Muito leve e fino, apesar da tela grande
Display Super AMOLED Plus com Gorilla Glass, cores vivas e nitidez surpreendente
Reproduz vídeos em FullHD com fluidez
Os Hubs são um bom complemento
Câmera tira boas fotos e ainda grava vídeos em 1080p
 
Contras
Falta o LED de alerta
Manusear a tampa traseira exige muito cuidado
Cabo adaptador para HDMI não vem no pacote
GPS impreciso
 

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A Deus Toda Honra.


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