NII poderávender Nextel do Brasil e do México


Adriana Spaca/Brazil Photo Press

Loja da Nextel em São Paulo: empresa encerrou 2013 com aumento no número de linhas, mas com receita em queda

A NII Holdings, controladora da operadora Nextel, decidiu se desfazer de ativos como parte do seu plano para melhorar os resultados operacionais e reduzir o endividamento. Além da venda de torres de telecomunicações, a companhia avalia a possibilidade de vender a Nextel Brasil ou a Nextel México, as principais operações do grupo no mundo.

A NII fechou 2013 com uma dívida líquida de US$ 3,36 bilhões, praticamente estável em relação ao ano anterior, quando o endividamento era de US$ 3,3 bilhões. "Neste momento, temos que olhar para a companhia como um todo e reconhecer a liquidez que temos. Vamos avaliar todas as possibilidades", disse Steve Shindler, executivo-chefe da NII Holdings, durante teleconferência de resultados.

Em agosto do ano passado, a NII Holdings vendeu 4,5 mil torres à American Tower por US$ 811 milhões. Desse total, 2,8 mil torres estavam localizadas no Brasil. Em dezembro, a companhia anunciou a demissão de 1,4 mil pessoas como parte de um processo de reestruturação. Com o corte, a companhia espera economizar de US$ 50 milhões a US$ 55 milhões ao ano.

Ainda assim, a NII Holdings encerrou 2013 com um prejuízo líquido de US$ 1,649 bilhão, ante um perdas de US$ 765,2 milhões no ano anterior. A receita global da companhia teve queda de 16,9%, para US$ 4,772,6 bilhões. A maior parte das perdas foi atribuída à piora nos resultados da Nextel México, que teve uma queda de 68% no lucro operacional, para US$ 179,9 milhões, e queda de 11% em receita, para US$ 1,873 bilhão.

No Brasil, a Nextel apresentou uma queda de 23,9% na receita, para US$ 2,208 bilhões. O lucro operacional teve uma queda de 54%, para US$ 311,1 milhões. A companhia fechou o ano no país com 3,96 milhões de linhas em uso, um crescimento de 2,9% em relação a 2012. Do total de usuários, 3,62 milhões são clientes do serviço de rádio e 337,9 mil são usuários de dispositivos com tecnologia de terceira geração (3G).

Em janeiro deste ano, a NII fechou acordo com o grupo espanhol Telefónica para usar a rede 3G da Telefônica no Brasil e da Movistar no México. Na semana passada, a NII anunciou que vai ampliar a cobertura no Brasil para 2,7 mil cidades. A companhia também fez acordos com fabricantes de smartphones como Samsung, Apple e Motorola, para vender aparelhos de mais alto valor agregado aos clientes pós-pagos.

Shindler afirmou que a companhia procura incrementar os resultados no Brasil e no México, mas está consciente de que, para recuperar mercado nesses países, terá de fazer altos investimentos. Para o ano de 2014, a NII não divulga projeções de resultados. Só informou que planeja investir entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, ante os US$ 585 milhões aplicados em 2013. Desse valor, 90% será aplicado no Brasil e no México. O plano é reforçar parcerias na área de redes 3G para incrementar a oferta desses serviços nos dois países.





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