Em sua oferta, Oi foca novos investidores


Os papéis da Oi reagiram ontem com queda forte à oferta bilionária de ações, fechada na segunda-feira. A preferencial recuou 10,94%, para R$ 2,11; e a ordinária caiu 11,11%, para R$ 2,24. Ainda assim, ambas ficaram acima dos valores da oferta, de R$ 2 para PN e R$ 2,17 para ON. Segundo apurou o Valor, na alocação dos papéis, os investidores domésticos que estavam "vendidos" (apostando na queda das ações) não receberam ações.
A decisão de alocação é da empresa e a Oi teria optado por atender aqueles que não apostaram contra a operação. Deu preferência a novos acionistas, na maioria estrangeiros, alguns deles que nunca haviam comprado papéis brasileiros, mas já conheciam o trabalho do presidente da Oi, Zeinal Bava, na Portugal Telecom.


A Oi sabia que, em tese, os "vendidos" deveriam ter corrido ontem para comprar na bolsa as ações que não receberão na oferta, o que poderia levar para cima as cotações. Mas o pregão iniciou com pressão vendedora forte e, em alguns momentos, foi possível para os vendidos comprar ações em valores inferiores aos da oferta. Para alguns analistas, o mercado quer tempo para avaliar os novos rumos da Oi antes de apostar nas ações.
Após a oferta, o Grupo Portugal Telecom aparece como o maior acionista da Oi, com fatia de 38,25% do capital - antes, o porcentual era de 21,14%. No entanto, quando for concluída a fusão das teles, essa participação hoje reunida no grupo será dissolvida e distribuída individualmente entre cada um dos acionistas da holding portuguesa. Hoje o Grupo tem como sócios, entre outros, RS Holding, Grupo Espírito Santo, UBS, Norges Bank, Grupo Visabeira, B lackRock, Morgan Stanley, Ontario Teachers' Pension Plan e a própria Telemar Norte Leste. Cada um deles será acionista direto da nova companhia, que será uma corporação, sem controlador definido. A fatia da Portugal cresceu porque a tele entrou na oferta com R$ 5,75 bilhões em ativos, ou mais de 40% do total da operação.
Com relação aos acionistas brasileiros, a Oi divulgou as fatias diretas e indiretas, consolidando o percentual de cada um. Os acionistas da TmarPart, controladora, mais o BTG, contribuíram com R$ 2 bilhões para a oferta. O BNDES investiu R$ 750 milhões e foi o único que ampliou seu pedaço, de 3,52% para 5,21%. Os outros compraram ações, mas não suficientes para não serem diluídos. A Previ investiu R$ 100 milhões e sua fatia na Oi caiu de 4,81% para 1,64%; Petros comprou R$ 50 milhões e passou de 1,29% para 0,58%; a Funcef ficou com R$ 10 milhões e caiu de 1,29% para 0,34%.
Os outros acionistas da TmarPAart viraram cotistas do fundo Caravelas, gerido e administrado pelo BTG Pactual. A AG, do Grupo Andrade Gutierrez; e a Nanak RJ, do Grupo Jereissati, investiram R$ 125 milhões cada um e ficaram, também cada um, com 11,465% do fundo. Fundação Atlântico ficou com 21,11% das cotas e colocou R$ 230,2 milhões. O maior cotista do fundo, com 55,95%, é o próprio BTG Pactual, com R$ 610 milhões.
AG e Jereissati ficaram, cada um, com 1,78% da Oi, ante uma fatia de 4,77%. A Fundação Atlântico teve a menor redução, de 1,98% para 1,79%. A fatia do BTG não foi divulgada. O percentual em circulação no mercado subiu de 44% para 45,91%. As participações ainda poderão sofrer alteração se o lote suplementar da oferta for exercido.

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