DL X-Pro: um tablet básico com excelente relação custo-benefício

O mercado de tablets de entrada é um dos mais disputados aqui no Brasil. Empresas grandes como a Samsung encontram uma infinidade de competidores que focam exclusivamente nesse segmento, como a DL, que desenvolveu o X-Pro em parceria com a Intel.

O modelo vem com configuração razoável e preço extremamente agressivo. Muito embora sua tela, qualidade de construção e autonomia de bateria desagradem os usuários mais avançados, o X-Pro merece ser levado em consideração principalmente pelo preço pedido por ele.
Design

Um ponto que muitos fabricantes de modelos de entrada deveriam ter mais atenção, mais até do que fazer configurações mais potentes, é a construção de seus aparelhos. Muitos consumidores compram um produto quando o pegam nas mãos e se identificam com ele, não importando se tem um Snapdragon 805 ou um single-core de 1,2 GHz. É claro que velocidade é um fator bem importante e o X-Pro se sai bem nesse sentido, mas a DL tem que trabalhar melhor o design de seus modelos.
Tablet DL X-Pro



Recebemos o modelo com bordas na cor azul e traseira preta, ambos de plástico fosco que aparentam ser de baixa qualidade. Pode até não ser o caso, mas é a impressão que passa – e a que fica mesmo depois de alguns dias de uso. Outro ponto é que a região das telas não se diferencia de modelos de baixo custo, sendo altamente reflexiva com bordas pretas grandes e desnecessárias. Especificações à parte, o X-Pro não se destaca pela qualidade de sua construção.

A tela é de 7 polegadas e, como dissemos, altamente reflexiva. Apesar disso, o display possui uma boa resolução (1024 x 600 pixels) considerando o seu preço, qualidade média de cores e taxas de contraste. É LCD TFT, ou seja, tem péssimos ângulos de visão, sendo inferior às que equipam modelos da mesma faixa de preços, como o Galaxy Tab 3 Lite e os de marcas nacionais, como Gradiente. Ela não é irritantemente ruim, mas é um dos pontos fracos do X-Pro que a DL precisa melhorar no futuro para fazer seus produtos mais atraentes.

Desempenho

Pode-se dizer que neste quesito a DL acertou em cheio e trouxe uma configuração que difilmente deixará o usuário na mão. O processador é um Intel Atom Z2520 dual-core de 1,2 GHz (com Hyperthreading, que emula dois núcleos virtuais extras) e 1 GB de memória RAM. O Z2520 é basicamente o mesmo Z2560 que equipa o Fonepad 2 da ASUS, com clock e desempenho ligeiramente inferior, mas considerando que a tela tem uma resolução menor (1024 x 600 vs 1280 x 800 do Fonepad 2), o desempenho final é basicamente o mesmo.

Esse é um dos primeiros tablets sub-R$500 que tem facilidade para rodar basicamente qualquer tipo de aplicativo. Há pouco tempo o usuário que quisesse um nível mínimo de desempenho teria que correr para modelos bem mais caros – e não estamos falando nem em alto desempenho, mas apenas do básico para ter uma boa experiência. Para completar o conjunto temos 8 GB de memória interna, metade dos 16 GB que esperávamos. Apesar disso, é preciso ter em mente que este é um modelo bem mais básico e que cuja categoria costuma trazer 2 GB ou 4 GB. Diante disso, 8 GB é um trunfo e tanto.

É possível expandir o armazenamento com um cartão micro SD de até 64 GB, algo previsto no chipset do Atom Z2520, então o usuário não precisa se preocuparcom espaço disponível. Muitos modelos nessa faixa de preço trazem expansão para somente 32 GB, ou mesmo somente 16 GB, apenas para efeito de comparação. O Android de fábrica é o Jelly Bean 4.2.2 e, como é comum em modelos mais básicos, não será atualizado. Apesar disso, o sistema é muito próximo do Android puro e por si só já melhora bastante o desempenho, não havendo interfaces pesadas ou que demorem a carregar.

Câmera e extras

O X-Pro conta somente com uma câmera frontal, algo que vimos pela primeira vez no Nexus 7 de 2012. Essa é uma decisão que claramente foca em diminuir o preço final do modelo e, sinceramente, vale mais colocar uma câmera decente do que colocar duas de baixíssima qualidade. Ainda que de qualidade VGA, pelo menos ela não faz feio nas conversas por videoconferência, contando com um pouco de ruído, mas ainda assim melhor do que boa parte dos modelos na mesma faixa de preço.

A bateria conta com somente 3.000 mAh, mas aproveita o bom gerenciamento de energia dos chips Atom e sua capacidade é amplificada para aproximadamente 5 horas de uso. Em modo standby, algo que modelos mais baratos falham miseravelmente, muitas vezes não passando de um dia com a tela desligada, o X-Pro aguenta cerca de 150 horas (ou aproximadamente 6 dias) – tempo muito abaixo dos modelos avançados, mas outro trunfo para um modelo básico.

Apesar desses trunfos, o áudio é uma negação. De péssima qualidade, os alto-falantes não capazes nem de reproduzir músicas com qualidade média, quem dirá agradar os usuários mais exigentes. A embalagem não traz fones de ouvido de fábrica, então utilizamos um próprio para testar o áudio. Apesar disso, acreditamos sinceramente que a boa qualidade das músicas foi mais mérito do fone do que do tablet em si, que não melhora em nada a fidelidade sonora.

Como extras temos somente o Wi-Fi B/G/N e Bluetooth, não trazendo 3G, rádio FM e nem GPS.

Conclusão

O DL X-Pro tem o preço sugerido de R$ 449, valor competitivo por si só, sendo ainda mais atraente por trazer um nível de desempenho atualmente comum em modelos bem mais caros. Ele tem algumas falhas bem marcantes, como o design sem graça, tela TFT de baixa qualidade, áudio de péssima qualidade e ausência de uma câmera traseira, mas o custo-benefício tem um peso fortíssimo aqui.

Nessa faixa de preços só há opções consideravelmente inferiores ao X-Pro. Podemos chutar que a DL conseguiu chegar nesse preço devido a dois fatores: um deles é diminuir a margem de lucro para popularizar a marca, enquanto o outro é um provável subsídio da Intel ao fornecer o Atom Z2520. Esse segundo devido à ainda baixa penetração da fabricante de chips no mercado de tablets e smartphones frente aos modelos ARM, liderados pela Qualcomm. Neste caso, popularizar o X-Pro geraria um ganho indireto para ela, que faria os usuários de modelos de entrada olharem para seus chips com mais carinho.

Vantagens

Um dos melhores custo-benefício do mercado;

Desempenho de sobra para a maioria das tarefas que o usuário realiza, mesmo os mais exigentes;

Boa resolução de tela;

8 GB de memória interna, raridade entre modelos de entrada.


Desvantagens

O design poderia ser melhor. Muito melhor;

Não há rádio FM, 3G ou GPS;

Não há câmera traseira;

Android sem atualização.

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