Tim fica incomodada com Nextel e OI por planos agressivos.quem não ouve o cliente perde.

TIM critica a política de preços muito agressiva de Oi e Nextel

A TIM Brasil está incomodada com a agressividade dos preços praticados pelas rivais Oi e Nextel. A preocupação da operadora de telefonia ocorre em um cenário de desaceleração do crescimento da receita do setor.

Pietro Labriola, diretor-presidente da TIM, afirmou ontem, durante teleconferência para comentar os resultados da empresa no segundo trimestre, que vê "irracionalidade" nas ofertas de telefonia móvel.

"Nextel e Oi devem ser mais controladas. A Nextel está muito agressiva com as ofertas, olhando o balanço de portabilidade [migração dos clientes de uma operadora para outra] e sendo agressiva na aquisição de clientes", disse.

O executivo considera as posturas da Telefônica Brasil, dona da Vivo, e da Claro mais "racionais". Curiosamente, a Nextel é desde março uma empresa da América Móvil, que também controla a Claro.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que nos últimos 12 meses até maio, a Nextel foi a única a aumentar a base de clientes. Foram adicionados 461.117 linhas, totalizando 3,48 milhões.

Entre as concorrentes o movimento foi o oposto - todas perderam clientes. A Claro perdeu 2,58 milhões de consumidores, seguida por TIM (1,8 milhão), Vivo (1,42 milhão), Oi (1,3 milhão) e Algar Telecom (41.857).

Para Labriola, a estratégia da Nextel é arriscada e pode elevar a provisão para devedores duvidosos (PDD). Na TIM, este indicador subiu 44,2% no segundo trimestre, em base anual, a R$ 188 milhões. Na Vivo, a provisão somou R$ 397 milhões, alta de 7,7%.

No caso da Oi, o diretor-presidente da TIM também considera que a oferta "não é sustentável no longo prazo". "Esses dias vi um comercial na TV oferecendo 50 GB por R$ 99,90".

A Nextel considerou "equivocadas" as afirmações feitas por Labriola. Em nota ao Valor, disse que as ofertas, qualificadas como "muito agressivas", decorrem de dois fatores: "Somos a única operadora que oferece dados livres para o cliente usar como quiser e não optamos por planos com apps [aplicativos] bonificados" e "há muito tempo não subsidiamos aparelhos e estamos no processo de descontinuar por completo a venda deles nas nossas lojas".

Comandada por Roberto Rittes, a Nextel acrescentou que esta estratégia permite "adotar uma política de crédito diferenciada, além de melhorar a rentabilidade do nosso negócio". A Oi preferiu não comentar o assunto.

A TIM espera que o movimento de consolidação do mercado eleve a racionalidade dos rivais nas ofertas de pacotes para os segmentos pré-pago e pós-pago. Labriola indicou que a receita no serviço móvel foi melhor em julho, fator que ajudará no resultado do segundo semestre. No segundo trimestre de 2019, a TIM reportou lucro líquido de R$ 2 bilhões, segundo a regra contábil IFRS 16. O aumento é de seis vezes ante aos R$ 334,5 milhões de igual período de 2018.

O resultado foi impactado por um efeito não recorrente: o reconhecimento da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins, no valor de R$ 1,1 bilhão. Sem isso, o lucro normalizado subiu 26%, para R$ 423 milhões. A receita líquida cresceu 2,4%, somando R$ 4,2 bilhões

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