Polícia de São Paulo quer agilizar bloqueio de celulares roubados


Registro de Boletim de Ocorrência (BO) e solicitação de bloqueio pela operadora. É recomendável a quem tem seu celular roubado ou furtado realizar estes dois procedimentos. O pedido de bloqueio, no entanto, muitas vezes é negligenciado por desconhecimento ou pelo trabalho necessário. Para combater o problema, a Polícia Civil de São Paulo pretende transformar as duas etapas em uma só. Ou quase isso.

Segundo o Estadão, em breve, o cidadão receberá um formulário adicional para descrever os dados do aparelho ao comparecer a uma delegacia para registrar BO. A informação mais crítica é o IMEI, uma sequência numérica única que todo celular possui.

Você pode descobrir este número verificando a parte interna do seu dispositivo (normalmente, o IMEI fica em uma etiqueta colocada no compartimento da bateria) ou simplesmente digitando o código *#06# no discador do aparelho (é uma boa ideia fazer isso agora e guardar a sequência em algum lugar acessível, como o seu email ou sua conta no Evernote).

Tendo os formulários, a Polícia Civil encaminhará os dados às operadoras para que, entre outros procedimentos, estas coloquem os aparelhos roubados ou furtados no CEMI (Cadastro de Estações Móveis Impedidas). Estes celulares ficarão, em seguida, impedidos de se registrar nas redes móveis.

O bloqueio impossibilita, consequentemente, o celular de efetuar ligações, enviar SMS ou acessar serviços 3G / 4G. O governo espera que este cenário ajude a diminuir os extravios destes dispositivos.

É uma iniciativa bem-vinda, certamente, mas que deve fazer parte de um conjunto amplo de medidas de combate ao crime. Se a comunicação entre Polícia Civil e operadoras for lenta ou deficiente, por exemplo, os formulários só servirão para tomar o tempo do cidadão. Representantes de ambos os lados se reunirão no próximo dia 6 para discutir justamente como deixar o processo ágil.

Outro ponto importante: não é impossível trocar o IMEI de um celular. Na região central da cidade de São Paulo, por exemplo, não é das tarefas mais difíceis encontrar uma assistência técnica obscura que faz este tipo de serviço.

No final das contas, o bloqueio acaba sendo não mais que um meio para dificultar um pouco a vida do meliante que levou o celular. Neste sentido, é uma boa ideia continuar utilizando aplicativos como Find my iPhone e Cerberus: além de rastreamento, softwares como estes permitem bloqueio remoto do dispositivo e, se for o caso, eliminação de todos os dados armazenados ali.

De acordo com informações divulgadas recentemente pela SindiTelebrasil (sindicato que reúne as principais operadoras do país), o CEMI conta atualmente com cerca de 4 milhões de aparelhos cadastrados. A quantidade informada se refere aos registros feitos desde 2000, quando o banco de dados foi criado. Se todos os casos mais recentes fossem registrados, este número certamente seria bem maior




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