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Xing Ling O Que

Chineses vão do 'xing ling' ao estrelato 

 O mercado de smartphones tem sido marcado por episódios protagonizados pela coreana Samsung e a americana Apple na disputa pela liderança, mas outros personagens ameaçam mudar esse equilíbrio de forças, ao alterar os princípios que determinam a dinâmica do setor. Esse novo capítulo está sendo escrito em chinês. Rapidamente, marcas como 
  e Resultado de imagem para Alcatel One Touch ­ todas conhecidas dos brasileiros ­ ganham espaço no mercado internacional, ao lado de companhias que ainda são pouco populares no país, como  (conhecida como a Apple da China), Resultado de imagem para CoolpadResultado de imagem para Meizu e . O impacto mais significativo é no preço do produto. O valor médio dos smartphones caiu de US$ 440 para US$ 312, com expectativa de chegar a US$ 275 até o fim do ano. "[Os chineses] têm os insumos e a mão de obra barata que possibilitam esses valores",  No Brasil, os preços saíram de uma faixa entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil para uma média de R$ 600 no período. Parte do sucesso das marcas chinesas pode ser creditado ao desempenho em sua terra natal, onde são vendidos anualmente 400 milhões de smartphones, mais de um terço do mercado global. Mas o avanço em outros países igualmente sensíveis ao preço, como Brasil e Índia, também tem ajudado os fabricantes. Paralelamente, a qualidade e o desempenho dos aparelhos chineses, que eram alvo de muitas críticas, têm aumentado. A fase dos "xing lings" ­ produtos de origem duvidosa vendidos pela internet ou em centros de comércio popular ­ parece ter acabado. "Hoje você tem pesquisa e desenvolvimento, design, acordos internacionais com fabricantes de chips, desenvolvimento de canais de distribuição", disse Marcus Daniel, que há quatro anos comanda os negócios da Resultado de imagem para Alcatel One Touch no Brasil. Em um teste que circula na internet, um modelo da Resultado de imagem para OnePlus One é ligado e desligado duas vezes, numa comparação com o Nexus 5, da coreana LG, que leva o mesmo tempo para começar a funcionar. Com tela maior, câmera com resolução mais alta e bateria de maior duração, o aparelho custa US$ 300, o que representa uma economia de US$ 150 em relação ao concorrente. O avanço chinês afetou a Samsung, líder de mercado. A estratégia da companhia ­ de lançar diversos aparelhos em um curto espaço de tempo para atender a consumidores de diversos perfis ­ tem dado sinais de cansaço. Entre 2013 e 2014, a companhia viu sua participação no mercado global cair de 32,5% para 28%. Até o fim de 2015, a estimativa é de uma nova queda, para 26,6%, segundo a empresa de pesquisa TrendForce. No mesmo período, os chineses, que representavam quatro dos dez maiores vendedores de aparelhos do mundo, assumiram mais duas posições na lista, com a Xiaomi e a Resultado de imagem para tcl se juntando às compatriotas Lenovo, Huawei, Coolpad e ZTE. Juntas, elas somaram 29% do 1,17 bilhão de aparelhos vendidos. Em 2013, essa participaçãotinha sido de 16%, de um mercado de 927,2 milhões de aparelhos. A estimativa da TrendForce é que a participação alcance 38% até o fim do ano. Boa parte do movimento está atrelado ao investimento na expansão internacional das marcas. Lenovo, Huawei e Alcatel One Touch são as mais avançadas, mas a Xiaomi corre por fora. Presente em alguns países da Ásia (é líder na Índia), a Xiaomi planeja desembarcar no Brasil até o meio do ano. Será o primeiro país ocidental em sua rota (a empresa chegou aos Estados Unidos na semana passada, mas apenas com uma loja virtual). Segundo Munin, a estratégia é fundamental uma vez que o mercado chinês tende a crescer em ritmo mais lento. De acordo com a empresa de pesquisa eMarketer, 45% da população do país terá um smartphone em 2015. "Não é bom depender de um só mercado, mesmo que ele seja grande como a China", disse Marcus Daniel, da Alcatel One Touch.
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