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A Quantum, um ano depois


Unidade de negócios da Positivo lança smartphone para público com maior poder aquisitivo e busca se aproximar do consumidor
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Num mundo de marcas poderosas e conhecidas por todos, como Apple, Samsung, LG, Sony ou Motorola, como é que empresas pequenas podem fazer com que seus produtos se tornem conhecidos do público e se destaquem dos demais? Isso é particularmente complicado no mundo dos smartphones, cada vez mais parecidos entre si. Este é o principal desafio da Quantum, uma unidade de negócios da Positivo, que entrou no mercado em 2015, com um simpático aparelho chamado Quantum Go, e que, agora, exatamente um ano depois, lança o Quantum Fly, dedicado a um público com maior poder aquisitivo.

A estratégia de Thiago Miashiro, Marcelo Reis e Vinícius Grein, os empreendedores por trás da marca, todos em torno dos 30 anos, tem sido a de se aproximar o máximo possível dos consumidores: eles participam de fóruns e sessões de vídeo sobre os seus smartphones nas redes sociais, respondem a e-mails e, às vezes, até recebem chamadas do SAC. O adesivo de proteção da tela do Quantum Fly traz uma mensagem pessoal dos três para o usuário, convocando-o para a comunidade Quantum+, onde pretendem criar uma grande área de discussão de tecnologia. Outra tática é vender on-line, na loja da marca, a preços muito competitivos.

Está funcionando. O grupo, que tinha 2,3% de market share no mercado de smartphones (a Positivo vende aparelhos populares com a própria marca) passou para 6,1%, desafiando crise, inflação e até um certo preconceito que ainda cerca os produtos nacionais. Thiago, Marcelo e Vinícius acreditam num crescimento ainda maior para o ano que vem.

Como o Go antes dele, o Fly vem numa caixa muito caprichada, feita para transmitir a ideia de que embala um produto precioso: isso não tem nenhum impacto no dia a dia com o aparelho, mas dá uma alegriazinha a mais no momento da compra.

O Quantum Fly é muito leve, bonito e bem acabado. Ao contrário do Go, que tinha as costas em vidro, ele tem um quê de iPhone, com corpo de alumínio fosco e tela arrendondada nas laterais. Tem um tamanho e uma pegada muito confortáveis.

Ele não chega a ser um concorrente direto para super topos de linha como o Galaxy S7 ou o Moto X Force, como quer a Quantum, sobretudo porque a sua câmera não está à altura das desses aparelhos, mas oferece um conjunto de características interessante, a começar pelo processador de dez núcleos Helio x10, da MediaTek. Ele tem sensor de digitais, 3GB de RAM, 32GB de armazenamento (expansíveis até 128GB), tela full HD de 5,2”, bateria de 3.000 mAh, e câmeras de 16MP e 8MP (frontal); roda Android 6.0, Marshmallow, e tem atualização prevista para o Nougat. Os headphones que vêm na caixa são bons, e o preço, a R$ 1,3 mil, é praticamente imbatível.

Usei o Quantum Fly nos últimos dias e fiquei muito bem impressionada com ele: é rápido e respondeu bem com todos os games e aplicativos que eu utilizei, de editor de vídeo a Pokémon Go. A vida da bateria não é espetacular, mas é bastante boa.

Minha única queixa é a câmera. Ela trabalha bem em boas condições de luz e faz lindas fotos ao ar livre, mas, frequentemente, demora a fazer foco e deixa a desejar em condições de pouca luminosidade.

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