Ex-agente da NSA alerta sobre o perigo do sistema de reconhecimento de voz do Google Pixel


O Google lançou o Pixel e Pixel XL há poucas semanas e os dispositivos já são sucesso ao redor do mundo. As opiniões gerais sobre os produtos foram bem positivas, com uma ou outra exceção, sobretudo a respeito da qualidade do modo noturno da câmera. Embora ainda haja algum debate sobre o preço e a abordagem de marketing do Google, que optou por youtubers, o consenso geral é que estes são alguns dos melhores smartphones disponíveis no mercado. 

Há uma característica, entretanto, que está causando a controvérsia entre alguns proprietários. Os aparelhos não só vêm com um sensor de impressão digital na parte de trás do dispositivo, mas também apresentam um recurso de desbloqueio de voz. Quando os usuários de Pixel ou Pixel XL configuram o software de reconhecimento para o comando "Ok Google", o programa ativa automaticamente um recurso de desbloqueio ao reconhecer a voz do dono.

Sim, esta é uma maneira muito conveniente para os usuários com um smartphone da linha Pixel para desbloquear o dispositivo, não há como negar isso, mas ele poderia ser usado de um jeito estranho para invadir a privacidade dos usuários.



Ex-funcionário da NSA, hackeada no último mês, David Kennedy ficou surpreso ao ver que esse recurso é ativado como padrão. Segundo ele, há preocupações relativas à famosa Quinta Emenda norte-americana, que dá garantias legais para que uma pessoa seja julgada de forma justa e lhe assegura o direito de não criar provas contra ela mesma. No entanto, Kennedy diz que a ferramenta pode ser muito útil para a chamada auto-incriminação.

​Professor de Direito da Universidade George Washington, Orin Kerr, diz que a Quinta Emenda deve estender-se a este tipo de método de desbloqueio, pois só é provável que se torne mais comum, sobretudo após autorizações judiciais. Kerr argumenta que a polícia já conseguiu obter impressões digitais e gravações de voz em casos anteriores, pois estas não são consideradas evidências testemunhais e, portanto, não estão sujeitas a nenhuma proteção da Justiça.
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