Smartwatch que você pode customizar com módulos Blocks




Atualmente, há uma variedade considerável de smartwatches no mercado. Mesmo assim, esses dispositivos continuam vendendo menos do que o esperado. Há, no entanto, uma startup no Reino Unido que acredita que a customização pode ser a chave do sucesso para esse tipo de produto: a empresa iniciou nesta semana uma campanha no Kickstarter para promover o Blocks, um relógio inteligente que pode ser personalizado com módulos.

O smartwatch em si — chamado pela empresa de core (núcleo) — tem formato circular e design sóbrio, lembrando bastante um relógio de pulso convencional. Isso é bom. As especificações não decepcionam: ali há uma tela colorida de 1,35 polegada com resolução de 360×360 pixels, chip Snapdragon 400, 512 MB de RAM, 4 GB para armazenamento interno de dados e bateria de 400 mAh com duração estimada em 36 horas (ok, talvez esse item, sim, decepcione).

Wi-Fi 802.11n, Bluetooth 4.1 (de baixo consumo), acelerômetro, giroscópio, microfone e motor de vibração completam as especificações. Faltou alguma coisa? É aí que está a graça do Blocks: dá para adquirir módulos para incrementar o smartwatch com as funções que você quiser. Cada unidade ocupa um espaço que corresponde a um gomo da pulseira do relógio.

Os módulos serão disponibilizados em três fases. A primeira oferecerá módulos para bateria extra, GPS, monitor cardíaco, NFC e "aventura" — um conjunto de sensores que mede altitude, pressão e temperatura.

Na segunda fase haverá módulos para SIM card GSM, leitor de impressões digitais, LED colorido para notificações e uma tecla programável que pode servir, por exemplo, como controle de música ou botão de emergência.

A terceira etapa promete módulos para câmera, sensor de qualidade do ar, sensor de níveis de estresse e memória Flash para incrementar a capacidade de armazenamento do smartwatch.

Não termina aí: a Blocks Wearables, a startup que está por trás do projeto, usará no relógio uma plataforma aberta e disponibilizará kits de desenvolvimento em uma etapa posterior. Isso significa que qualquer desenvolvedor interessado poderá criar módulos para o Blocks.



Para completar, o relógio será baseado em uma versão modificada do Android Lollipop (e não do Android Wear, curiosamente), o que deve facilitar a vida de quem já desenvolve para a plataforma. É possível ainda sincronizar o Blocks com o smartphone (iOS ou Android).

Por que é legal? O Blocks vem para ser o primeiro smartwatch modular do mercado (pelo menos é o que a fabricante diz) e faz isso sem afetar o seu design — se você não olhar bem, dificilmente notará que alguns gomos são módulos.

Por que é inovador? O relógio possui um conjunto básico de recursos. Os demais podem ser adicionados conforme as necessidades do usuário, o que ajuda a evitar custos e gasto de energia com funções desnecessárias.

Por que é vanguarda? Porque a possibilidade de customização frequentemente é um atrativo, inclusive pelo desafio imposto: criar uma plataforma modular funcional, ainda mais em relação a dispositivos com dimensões reduzidas, exige bastante esforço. Mas, aparentemente, a Blocks Wearables conseguiu desenvolver bem a ideia.

Vale o investimento? Depende do que você espera de um smartwatch. O Blocks não é exatamente barato: a versão mais em conta sai por US$ 195 no Kickstarter. Pacotes que incluem quatro módulos custam a partir de US$ 250. Os envios começam em maio de 2016. Módulos adicionais poderão ser adquiridos na BlockStore, uma loja online específica para o relógio.




Inicialmente, o Blocks terá versões em preto, branco e vermelho

Se o projeto vinga? Bom, em menos de 24 horas a campanha obteve cerca de US$ 550 mil, mais do que o dobro da meta (US$ 250 mil). Se o relógio conseguirá fazer sucesso após a fase do crowdfunding é outra história, mas a ideia é interessante. O Pebble, que também começou no Kickstarter, está aí para provar que ideias bem executadas têm grandes chances de sucesso, mesmo em um segmento que, para muita gente, ainda não mostra relevância.
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